quinta-feira, 17 de abril de 2014

Elder Scrolls Online: a polêmica, o mimimi e a verdade



Vivem me acusando de ser fangirl. Mais especificamente de ser fangirl da Blizzard, é claro. A verdade é que isso me irrita um bocado, até porque, mesmo eu achando a Blizzard uma produtora de jogos excepcional, existe todo um mundo além das suas apenas quatro franquias oficialmente publicadas. E eu sou uma jogadora que gosta de uma gama bem grande de estilos, que aliás a Blizzard não consegue - e nem tem a intenção de, imagino- abranger. 

Nesse contexto, explicado que eu jogo outras coisas além de World of Warcraft e Hearthstone e Diablo, posso falar um pouquinho da minha relação com a Bethesda. Eu sempre fui muito empolgada com a ideia de RPGs: um jogo em que você tem uma história pessoal só sua, dependendo de quem você é e o que você faz. Isso tem uma força muito grande pra mim até hoje, apesar de ser menos místico do que era quando fui jogar meu primeiro Fallout. 

Fallout. Fallout 3, na verdade. Foi assim que minha relação com a Bethesda começou. Essa primeira experiência não foi muito feliz pra mim, porque eu tenho essa dificuldade com jogos que pareçam, ainda que bem de longe, ter temática de terror. O fim de Fallout 3 pra mim foi nada épico: "acabou minha munição, jogo idiota" e parei com ele. Mas conseguem perceber o mais importante? O problema era eu, não o joguinho. O joguinho, aliás, é muito bom. Eu que não posso com barata mutante...

ScreenShot45_exposure
Não sou obrigada.

Ok, ainda sobre a franquia do Fallout, experimentei o New Vegas. Mas não dá, tenho medo de coisas pós apocalípticas. E aí, eis que aparece na minha vida: Skyrim, aquele lindo! Aconteceu comigo meio que o que aconteceu com a maioria. Vicio instantâneo, aquela emoção causada por um dos cenários mais lindos da história dos videogames, e muitas e muitas e muitas horas de jogo.

Ouvi dizer então que a Bethesda estaria trabalhando em um MMO. Pra quem não sabe, eu jogo World of Warcraft desde 2008, e essa notícia me deixou meio eufórica. Tudo que eu conseguia pensar era: "Meu Deus, Skyrim pra jogar com amiguinhos, vou chorar de emoção! CHEGA LOGO!"

Acontece que o tempo passou, e o tal MMO da Bethesda chegou (bem, ao menos o beta...)! Felicidade? Sim, com certeza, mas logo a internet se encheu de criticas infelizes a respeito do tal Elder Scrolls Online. De repente, por um período de alguns dias, tivemos um daqueles movimentos que costumam acontecer no mundo virtual, em que tudo se divide em quem ama e quem odeia a novidade. E, como eu não acredito em extremos, resolvi experimentar.

A Polêmica do Beta


Minha primeira impressão foi: "Meu Deus! Que download enorme pra um Beta...". Felizmente minha internet estava amiga aquele dia e me permitiu brincar até que bem rápido. Uma coisa importante a ser levantada logo de início a respeito do ESO - mais especificamente sobre o Beta de ESO - é a maneira como a Bethesda organizou este primeiro contato dos jogadores com o jogo. Foi um período bem curto de disponibilidade, que incluía o fim de semana, e que fez uma quantidade absurda de pessoas tentarem ficar online ao mesmo tempo. Isso teve duas implicações que já eram de se esperar: filas de mais de duas horas, nos horários de maior movimento, e o surgimento de um boato (que a mim bem parece fazer sentido) de que o objetivo era quebrar recordes de jogadores online simultaneamente em um beta.

Mas Sara, era um stress test, o objetivo é esse mesmo... Não, senhores. O objetivo de um stress test é testar violentamente a capacidade de um servidor de se manter online, e não quebrar recordes. Mas bem, isso é só um boato e ninguém pode provar nada, então deixo que cada um tire suas próprias conclusões...

Houve mais um fim de semana de Beta depois, mas nem participei deste.

Eu, sem querer, acabei tomando uma decisão sábia. Só tentei entrar no jogo na segunda-feira. Ou seja, nada de filas pra mim UHUL.

Criação de Personagem


Quando o download infinito terminou e eu consegui conectar meu beta, fui para a parte mais divertida dos jogos da Bethesda: a criação de personagem. Digam o que quiserem, a personalização é um ponto fortíssimo dos jogos da empresa, e é claro que não seria diferente num jogo tão esperado quanto o ESO. Pessoalmente, fiquei de queixo caído e, se eu tivesse de fazer uma comparação para entendedores médios de MMO, diria que a Bethesda conseguiu com ESO o equilibrio perfeito entre a força das características de raça presente em World of Warcraft e o infinito de possibilidade que são os MMOs coreanos, como o Aion, por exemplo.

Em resumo, fiz uma High Elf alta, loira, com cara de malvada e, lógico, maga. Só porque eu tenho essa tendência mágica nos meus personagens de RPG.

Lëah versão Elder Scrolls Online.

Depois de consideráveis minutos na tela de criação de personagem, entrei no mundo de ESO. E acredito que esse é o momento de falar sobre o visual. Eu achei os gráficos lindos! Principalmente se pensarmos que se trata de um MMO. O universo tem, como eu esperava, aquela carinha de Skyrim. Sem exageros de fantasia no modo de vida e nas vestimentas dos personagens- o que pra mim, como historiadora, conta muito - e com paisagens encantadoras.

Ainda sobre os gráficos, é muito legal a grande (sério, é enorme) diferença entre máximo e mínimo. Por que isso é legal? Porque é democrático. Se você não tem condiçõe$ de ter uma supermáquina para fazer o jogo funcionar, pode ficar tranquilo. ESO tem espaço pra você brincar também.

Jogabilidade




O último ponto que eu acho que merece sempre ser analisado em jogos é o referente à jogabilidade. Eu, como jogadora de WoW há 6 anos, não tenho nem como ter outra referência. Para mim a jogabilidade de World of Warcraft é muito boa. É confortável, de fácil compreensão e não demora muito para se adaptar à ela. Mas, bem, esse post é sobre ESO.

A jogabilidade de ESO é MARAVILHOSA. É um MMO rápido, dinâmico, cheio de movimento. Eu adorei a maneira como ele faz você se sentir envolvido pessoalmente dentro do combate.


Conclusão


Nunca vou dizer que alguém deve ou não deve jogar alguma coisa. Jogos são pessoais demais pra isso.

Mas eu posso indicar. E sem sombra de dúvidas Elder Scrolls Online é um jogo que merece pelo menos ser experimentado. Porque é bonito, é interessante e principalmente, porque é da Bethesda - e a gente nunca sabe que coisas lindas eles vão trazer pra nós no final. <3

Status Final: Aprovado Sim Senhor!


Até mais, e divirtam-se com ESO. ;)


Elder Scrolls Online: a polêmica, o mimimi e a verdade

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E quem é Lëah?

Lëah. Maga Arcana, Troll, level 90 em World of Warcraft.

Fora de Azeroth, ela completa 4 anos em 2014. E ela nem se importa de emprestar seu nome pros personagens dos outros jogos que eu descubro.

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